Casquinha de soja
A soja é hoje um dos alimentos mais importantes e utilizados na nutrição animal, o processamento do grão dá origem a uma série de produtos, como: grão de soja cru e tostado, farelo de soja, óleo de soja e a casquinha de soja.
Mesmo sendo um derivado da soja, a casquinha possui um percentual de proteína baixo, por volta de 12%, podendo ser classificada como um concentrado energético. A casquinha de soja possui características muito diferentes de outros concentrados energéticos, como por exemplo o milho, já que a casquinha é pobre em amido e rica em fibras.
Normalmente alimentos volumosos, ricos em fibra, possuem baixo valor energético. A fermentação da fibra gera ácidos graxos voláteis (AGV's) que serão absorvidos pela parede ruminal e utilizados para produção de leite e carne. a fibra da casquinha é considerada de boa qualidade, tendo uma alta taxa de fermentação e maior quantidade de AGV’s gerada, já a fibra da maioria dos volumosos é de menor qualidade, menos digestivel e fornece menos energia.
A casquinha pode substituir parte do volumoso, mas ela não é capaz de estimular a ruminação, o que é a principal característica desses alimentos. As fibras que estimulam a ruminação são chamadas de fibra fisicamente efetiva, e essas devem compor o colchão fibroso, composto por partículas menos densas, como fibras mais longas e que flutuam no rumen. Já a fibra da casquinha apresenta pouca efetividade, devido ao fato de não estimular a ruminação.
O estimulo a ruminação é de extrema importância, pois ao ruminar o animal aumenta sua produção de saliva, rica em bicarbonato, ajudando na manutenção do rumen saudável e menos ácido.
Sendo assim, a casquinha de soja é considerada uma excelente estratégia devido a sua alta digestibilidade de fibra, menor incremento calórico e menores riscos de acidose.





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